Os híbridos de cimbídios podem ser divididos em dois grupos:
(1) os tradicionais de maior porte, que são originários do cruzamento de uma meia dúzia de espécies provenientes dos Himalaias e que por isso necessitam de um período de temperaturas relativamente baixas para florirem;
(2) os de pequeno porte ou cimbídios mini que se têm popularizado no nosso país nos últimos anos, são o resultado do cruzamento com espécies de zonas mais quentes, permitindo assim obter híbridos resistentes a temperaturas mais altas que se adaptam perfeitamente ao cultivo no interior das nossas casas.
Fertilização - é um dos aspectos mais importante no cultivo de cimbídios. Consequentemente uma escolha criteriosa dos adubos a utilizar é primordial, já que estas plantas são bastante sensíveis ao excesso de sais. Por isso, deve evitar-se o uso de adubos agrícolas que, embora de baixo preço, apresentam elevados níveis de salinidade provocando a paragem do desenvolvimento radicular e a necrose das extremidades das raízes.
É comum utilizar adubos solúveis (sólidos ou líquidos) que se diluem na água de rega e que normalmente apresentam bons resultados. A frequência da adubação vai depender da temperatura ambiente. Em épocas de temperaturas mais altas, em que as plantas apresentam um crescimento activo, a frequência de adubação deve ser maior. Em regra, durante a Primavera e Verão é aconselhável fertilizar os cimbídios de 15 em 15 dias com a dose indicada pelo fabricante ou então fertilizar todas as semanas com metade da dose indicada. Uma vez por mês é aconselhável regar abundantemente as plantas sem utilizar nenhum fertilizante, para ‘lavar’ o excesso de sais acumulados. No Inverno, quando as temperaturas baixam consideravelmente, as necessidades de fertilização são mínimas, pelo que será aconselhável adubar uma vez por mês.
Adubos específicos para Cimbídios
Nos últimos anos apareceram no mercado adubos de libertação controlada, específicos para cimbídios. Estes adubos permitem ultrapassar os problemas da frequência de adubação de uma forma bastante cómoda. Trata-se de fertilizantes granulados, em que o grânulo se encontra revestido por um polímero (plástico orgânico) poroso. Assim, impede-se o contacto directo do produto com as raízes das plantas, diminuindo os riscos de excesso de adubo no sistema radicular. Com esta nova tecnologia, de adubo de libertação controlada, os nutrientes vão ser libertados por um processo de osmose, onde a água vai entrar pelos poros existentes no polímero e vai dissolver o adubo que se encontra no interior. Uma vez dissolvido e quando houver um aumento da temperatura ambiente, esse mesmo adubo vai sair para o exterior, através dos poros, devido ao aumento da pressão no interior do grânulo.
Este processo é lento e pode prolongar-se durante aproximadamente 6 meses, mantendo assim um nível de adubação correcto durante todo esse tempo. A libertação do adubo depende unicamente da temperatura ambiente, ou seja, quanto maior for a temperatura maior será a taxa de libertação do adubo e maior, a disponibilidade de nutrientes para a planta. Outro aspecto importante a ter em conta na adubação é o equilíbrio do adubo. Ou seja, a proporção em que os três nutrientes principais (azoto, fósforo e potássio) entram na sua composição. Normalmente o equilíbrio é mencionado nos rótulos dos fertilizantes pelas siglas NPK, seguido de três números que indicam a proporção de azoto (N) de fósforo (P) e potássio (K) que pode ser encontrada no fertilizante.
Considera-se um fertilizante equilibrado quando os três nutrientes principais se encontram na mesma proporção. No caso de adubos de libertação controlada para orquídeas, é aconselhável a utilização de adubos equilibrados.
Visto que estes adubos apresentam uma longevidade elevada (6 meses) e tem que corresponder às necessidades das plantas, quer na fase de crescimento vegetativo quer na fase de floração.
Luz - É um factor crucial para a floração de todos os tipos de cimbídio. Necessitam do máximo de luz possível, evitando a exposição solar do meio-dia em que deverão ser protegidos com alguma sombra para evitar queimaduras nas folhas.
Rega - A frequência da rega deve ser de forma a o substrato se manter sempre húmido sem no entanto ficar encharcado. É preferível utilizar águas pouco duras e sem cloro, já que estas provocam a acumulação de sais no substrato, levando a uma atrofia das raízes. Uma prática interessante é a recolha da água da chuva em depósitos para ser utilizada posteriormente na rega das orquídeas. Deste modo garantimos uma rega com água de excelente qualidade ao longo do ano. Sempre que possível, as regas devem ser feitas durante a manhã para que o substrato tenha tempo de secar o excesso de humidade ao longo do dia.
Os nossos agradecimentos as Engº.Daniel Feliciano pelo texto.